segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Alone

You think you're lonely
Maybe you're just bored
You should know
That you can't escape loneliness
We're all alone
We born alone
And we die alone
We just keep ourselves busy
To forget that.

domingo, 14 de janeiro de 2018

Voices

And
Sometimes
When the voices in my head are too loud
I call you
Just to hear you say "hello"
And all the other voices just disappear

sábado, 13 de janeiro de 2018

Estradas e caminhos

Olhar para ti faz-me sorrir. Este sentimento estúpido que se apodera de mim é algo que não consigo controlar. Sempre foi assim, desde a primeira vez que os nossos olhos se cruzaram e dissemos "Olá". Sempre foi assim, desde que as circunstâncias da vida nos aproximaram, e distanciaram, e voltaram a aproximar e distanciar, numa estrada a que podemos chamar destino. Esta estrada que percorro, e que quero que percorrer contigo a meu lado. Esta estrada que não precisa de iluminação, porque tu brilhas o suficiente. Esta estrada onde podem haver obstáculos, mas nenhum demasiado grande ou intransponível. Dizem que todas as estradas têm um fim, o que é incorrecto. Olhar para ti vai fazer com que eu sorria, inconscientemente, sempre, esteja onde estiver.

sábado, 30 de dezembro de 2017

Variáveis

Há coisas nesta vida que tomas como uma certeza. Mas a vida é um conjuntos de variáveis. E eu sou péssimo a matemática. Nada se mantém igual, como é óbvio. O que hoje é verdade, amanhã pode não ser, mas há que manter um padrão. Há que seguir um fio de narrativa que torne minimamente suportável esta comédia romântica de fraca qualidade que é a vida. Não posso achar que o destino junta e afasta pessoas. Isso é responsabilidade delas próprias. Mas sacudir a água do capote deve ser mais fácil do que admitir que somos seres imperfeitos. E que erramos. Oh, se erramos. O ser humano é um ser de hábitos. Só assim se explica o facto de cometermos o mesmo erro vezes sem conta. De pegarmos nas variáveis da vida e fazermos delas um jogo de xadrez em que a rainha se mexe como quer, e o rei dá um passo de cada vez. Estamos mais preocupados com a imagem que desconhecidos têm de nós do que com a imagem que temos de nós mesmos, e até com a nossa felicidade. O quão triste é isso? Eu não nasci para abdicar do que quero em função dos desejos ou caprichos de outros. Eu não nasci para abdicar de algo que conquistei ao longo dos tempos pela forma como outras pessoas interpretam ideais alheios. E certamente não nasci para abdicar de ti. Já deixei que demasiados pedaços de mim se fossem embora, que daqui a pouco pareço uma manta de retalhos. Já deixei que demasiadas pessoas fossem embora como se eu fosse uma estação de serviço e só lá estivesse para suprir necessidades. Mas não a ti. Nunca a ti. Porque nós prometemos que era para sempre. E eu não quebro promessas.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Sentimentos cravados no peito

Passou um mês, dois, três. Passou um ano. Passou um ano e parece que passou um século. Até ao ponto de seres quase uma memória apenas, quase um pensamento de fim de dia. Mas não. Fazes questão de permanecer, mesmo depois de tanto tempo. Depois de ti, nada sabe ao mesmo. Posso dizer com toda a certeza que a vida ficou mais cinzenta. E o nível de estupidez deste sentimento chega ao ponto do absurdo. Tenho vontade de me espancar a mim próprio por sequer ter esta ideia. Mas é a verdade. O céu perdeu a cor, o café o sabor. E eu perdi-te a ti. Mas uma vez ouvi dizer que os finais normalmente trazem novos caminhos, só não nos apercebemos na altura. Tenho a certeza que vais ficar marcada para sempre na minha memória, que este sentimento ficará cravado no meu peito como as tuas unhas se cravavam nas minhas costas. Mas tenho a certeza que um dia, vou relembrar isto como uma rua que me levou ao meu destino final. E vou pensar em ti com carinho, como sempre.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Recordações e desejos

Não há nada que me faça esquecer
O cheiro do teu cabelo
E nada que pudesse prever
Que eu nunca mais iria vê-lo

Passo dias a relembrar
O sabor do teu beijo
Faço questão de recordar
O meu último desejo

Ver-te acordar
Com os meus braços à tua volta
7 da manhã, o sol a raiar
E os miúdos a abrir a porta

Sonhos não realizados
Uma casinha com uma cerca branca
Dois filhos criados
E no teu dedo uma aliança

Mas nada disso se concretizou
Não há culpas para atribuir
Foi a chama do nosso amor que se apagou
Mas continuaremos a sorrir


domingo, 15 de março de 2015

Amores imaginários

Apaixono-me com rapidez
E esqueço a sensatez
Necessária para não me magoar
Não consigo evitar
Procurar carinho onde quer que seja
A minha cabeça por fim lateja
De tanto pensar
E de tanto te amar

Dia após dia procuro em ti
Qualquer sinal de evolução
De que tu também pensas em mim
E tenho um lugar no teu coração

Mas o amor não se deve forçar
Tem de acontecer com naturalidade
Devia perceber que já não tenho idade
Para passar o dia a pensar
Em ti
Há tanta coisa neste mundo
Tanto sorriso para dar
Mas sempre que penso em ser feliz
É contigo que acabo por me imaginar