terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Intensidade

Sinto saudade
De viver com intensidade,
Hoje em dia nada acontece,
Vivo tudo pela metade.

Tenho amigos,
Pelo menos assim acho,
Por vezes sinto-me sozinho,
Pouca gente e muito espaço.

Queria voltar atrás
E saber o que sei agora,
Não te ia perder de vista
Não te deixava ir embora.

Mas fugiste
E eu aqui continuo.
Sozinho e sem alma
Contudo
Penso que será para o melhor,
É preciso é ter calma.
Não teria capacidade para te acompanhar
Apesar de isso se puder compensar
Com aquilo que sempre soube fazer,
Amar
-te.

Largo-te assim
Deixo-te caminho aberto para as tuas conquistas
Só queria que soubesses
Que fico feliz que tu existas.

domingo, 2 de novembro de 2014

Now you understand?

It's almost 9PM and I'm thinking of you, like always. About the way that your hair fall over your shoulders and the way you walk, like you're the most perfect human being to ever exist and the world is at your feet. I'm always remembering the sound of your laugh, like a background music in my head. And I'm always remembering the way your lips tasted when they hit mine. Maybe I shouldn't, maybe I should just forget everything and move on, but you were the love of my life. For god's sake, you still are. I might never kiss you again, maybe we'll never be able to talk until the sunrise again, but I can't forget. Even now, when you're not here, and I don't hear anything from you in ages, you're always with me, in my heart, in my thoughts. I ask myself if I'll forget you one day, but then, I'm not sure if I really want to. You made me happy and whole. You made me think that life was worthwhile. And then you took it all away. I hate you, but I love you. Now you understand?

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Letter to you

My dear,
We're still so young and I'm asking myself if we will ever find happiness. It's not right. It just feels like I've already lived and felt everything I was supposed to, and now I'm just looking for that over and over again. I'm writing you, and it's okay because I know that if you ever read this, maybe you'll smile for a second remembering everything we've ever lived togheter. And then you'll hate me again. It hurts that I can not see you or talk to you. It hurts that you are not mine and I'm not yours anymore. But mostly, it hurts that our love has ended and will never live again. You're always in my mind, I can't forget your smell, your touch, your taste... Or maybe it's not you, just the idea of you, loving me. Of us, being happy... I've been having those thoughts again. That happiness and love are a just a dream and maybe death is a landscape. I'm trying not to fall apart like I felt for you.
Forever yours, in life and after.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Que sejas tu

A tua voz acalma-me. A sonoridade ritmada com que as palavras saem da tua boca tem um poder especial capaz de me relaxar e de me fazer pensar que talvez nem tudo seja assim tão mau, que este mundo ainda tem coisas bonitas. Mas quando a tua boca se fecha e tu vais, e eu permaneço aqui, tudo volta a tornar-se escuro, como se a esperança fosse algo que há muito se foi, apesar das promessas de esta ser a última a morrer. Não consigo mais manter tudo como se nada fosse, como se nada me pudesse abalar. Já não tenho as tuas palavras de conforto para me fazerem ver que afinal tudo é ultrapassável, e que os obstáculos são apenas isso, obstáculos, algo a ser vencido, e que nos faça ver que se estivermos dispostos a lutar, tudo é possível. 
Porque é que as pessoas fazem promessas, e depois não fazem o mínimo esforço para as cumprir? Sempre achei que uma promessa era algo muito sério, só devendo ser quebrada em último caso, mas as pessoas encarregaram-se de me mostrar que muitas vezes são apenas coisas ditas da boca para fora, no calor do momento, e que cumpri-las nem sempre faz parte do plano de quem as faz. Não compreendo. E estou farto. Estou farto de remar contra uma maré que se mostra demasiado forte para a força que ainda tenho disponível. Estou cansado, e começo a fraquejar. Tanto física como mentalmente. Não consigo mais pensar que talvez ainda haja uma réstia de esperança de ser feliz. Que talvez, apenas talvez, eu ainda consiga tudo aquilo que ambiciono, tudo aquilo que sei que me faria feliz. Estou a tentar, juro que estou. 
Sei que não te posso prender, nem devo. Sei que não te posso acompanhar, o ritmo daquilo que conquistas é demasiado para alguém como eu. Mas o ritmo com que danças, sempre que te vejo, faz-me desejar que isso seja mentira. Que não sejas demais para mim. Que ser feliz não seja mais do que aquilo que estou destinado a alcançar. Que tu sejas a felicidade que o destino me reservou.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Discografia

Oiço um discografia
De uma banda que gosto até
A música é bastante gira
E o sono chega, pé ante pé

Mas a letra faz-me pensar em ti
E a sonolência vai-se embora
Olho para o relógio digital
Avançada já vai a hora 

Estrago sempre tudo, certa é a sina
Até já me habituei
Afasto quem me fascina
E afastei praticamente todos aqueles de quem gostei
 
Música atrás de música
Assim se vai passando mais uma noite
Mas eu não queria estar aqui
Queria estar longe, onde quer que fosse

domingo, 30 de março de 2014

Amar-te

Olho para ti com o olhar apaixonado de quem sabe que apenas uma noite contigo valeria uma vida inteira. Olho-te no fundo dos olhos, como se te conseguisse ver a alma através deles e tu visses a minha, numa conecção só ao alcance do mais puro dos sentimentos. Sinto o teu cheiro em qualquer lugar a que vá, como se estivesses sempre comigo. E estás. Mesmo que não estejas fisicamente, nunca me deixas. Podes estar a anos-luz de distância, mas nunca sais do meu lado. O teu toque faz-me estremecer. Os teus lábios enfeitiçam-me. Tudo em ti parece um pequeno pedaço do paraíso. Tudo em ti faz com que eu me sinta bem, com que os dias pareçam mais brilhantes e bonitos. Tudo o que me dizes fica gravado na minha memória porque cada palavra que sai da tua boca é como uma sinfonia. És estupidamente engraçada, mesmo quando pode parecer que estás apenas a ser má pelo prazer de o ser. Desculpo-te tudo, porque sei que não tens um pingo de maldade no corpo. Sei, isso sim, sem sombra de dúvidas, que as curvas do teu corpo são capazes de enlouquecer o mais sério dos homens. Que o teu sorriso é capaz de derreter o mais gelado dos corações. E que tens uma capacidade de fazer o meu sorriso aparecer, sem dificuldade, espontaneamente, como se a felicidade fizesse parte do pacote que é amar-te.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Quero mais, muito mais

Nunca sentiste uma ansiedade tão grande que pensaste que ias rebentar? Que iriam ter de procurar bocadinhos de ti num raio de 10km? E pior, sem sequer saber o porquê de tal ansiedade? Nunca sentiste que, independentemente do que o futuro te reserve, tu não estás a fazer o que devias fazer? Sem rumo, sem saída, sem um trilho a seguir? Sinto isso quase todos os dias. E odeio. É de uma agonia que não desejo a ninguém. Não teres certezas é do pior que te pode acontecer. Claro que coisas espontâneas são giras, e a surpresa por vezes é agradável, mas quando caminhas no escuro nunca sabes quando nem no que vais tropeçar. E todos precisamos de uma luz que nos guie, para não nos perdermos no escuro. Nunca te sentiste como se estivesses a desperdiçar a tua vida, os teus melhores anos? Como se o tempo estivesse a passar por ti e tu sentado, a olhar para ele, impávido e sereno, porque sair da tua zona de conforto é trabalhoso e assustador, apesar de saberes que dentro do teu pequeno mundinho nunca poderás ser feliz? É como se por mais coisas que a vida te ofereça, dentro do limite que é imposto pelo esforço que lhe dedicas, nada seja suficiente, mas imprimir-lhe mais esforço implica uma motivação que não possuis? Se somos nós que traçamos o nosso futuro, tenho de começar a carregar mais as linhas do meu, se não corro o risco de nunca se notarem. E de o meu único propósito ser existir. Ser um conjunto de células. Nascer, crescer, degenerar, morrer. E eu quero mais, muito mais. Não o admito, porque isso implicaria forçar-me a fazer algo que me proporcione esse mais. E eu não sei o que fazer. Não sei como tornar a minha vida em algo que me dê orgulho, e acima de tudo, me faça feliz. Espero um dia saber, espero mesmo.